

Estar com Ela é tudo que mais amo. Porque eu não amo somente a Laura de hoje. Carrego comigo todas as Lauras que já existiram — a mãozinha pequena, a menina do balanço, a adolescente, a mulher de hoje. E todas elas continuam sendo Ela. A mesma menina. Mesmo que hoje seja uma mulher adulta, alta, com seu mundo próprio, sua música, seus hábitos e seus silêncios... para o coração de mãe existe uma continuidade que o tempo não consegue apagar. A menina do balanço não desapareceu quando cresceu. A adolescente não desapareceu quando virou mulher. E a mulher que a Laura é hoje não apagou nenhuma das anteriores. Elas foram se somando. Às vezes basta uma coisa pequena — um jeito de olhar, um gesto, uma lembrança — e aquela menina do balanço aparece inteira dentro de mim. E talvez seja por isso que eu consigo amar tanto a Laura de hoje sem deixar de sentir saudade das Lauras de antes. Elas não competem entre si. Todas moram em mim. Lu Ar
Enviado por Lu Ar em 17/08/2026
Alterado em 17/08/2026 Comentários
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