

Rotina
O frio chegou cedo.
Fechei o vidro da janela para o quarto ficar bem quentinho. Arrumei tudo e chamei: — Pode vir, filha. Já está tudo pronto. Laura entrou e deitou na cama aquecida. Liguei a música para ela e fui organizar meu quarto. Havia roupas espalhadas, tênis fora da sapateira. Guardei tudo. Olhei o relógio. Quase três horas. Hora de buscar o pão. A mercearia fica longe. Não sei medir em quadras. Aqui é campo. Sei apenas que preciso caminhar um bom pedaço. Fazia doze graus. Voltei quase correndo para o pão não esfriar. Mesmo assim, ele perdeu um pouco do calor. Preparei o café. Chamei a Laura. Comemos devagar. O pão estava bom demais. Até exageramos. Depois lavei a louça. Às quatro da tarde soltei as galinhas. Elas adoram ciscar pela grama atrás dos bichinhos. Recolhi a roupa já seca. Dobrei. Guardei. No fim da tarde fechei a casa. Tranquei o portão. Acendi as luzes. Acendi a lareira. Dei banho na Laura. Depois tomei o meu. A lareira resolveu apagar. Sorri. Deixei assim mesmo. Fiz pipoca na manteiga. Assistimos ao jogo. Às nove horas dei o remédio da Laura. Tomei o meu. Escovei os dentes dela. Ela foi dormir. Fechei a porta do quarto. Voltei para o sofá. Meu cabelo ainda estava molhado e eu sentia um frio danado. Desisti do futebol. Sequei o cabelo. Escovei meus dentes. Deitei. Mas não para dormir. À uma da manhã fui chamar a Laura para ir ao banheiro. Ela já havia feito xixi. O lençol também. Troquei a roupa dela. Troquei a cama. Arrumei tudo outra vez. Só então deitei. E, finalmente... Pude dormir.
Lu Ar
Enviado por Lu Ar em 02/08/2026
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