Lu Ar

Sentimentos e poesias

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Vaga-lumes


Vaga-lumes
Era uma noite de lua cheia, no sítio de minha avó.
Verão. Noite quente.
Eu, minhas irmãs e minhas primas estávamos na frente da casa, brincando de pega-pega no campinho, na maior algazarra.
Entre nós, muitos vaga-lumes voavam baixo. Alguns pousavam aqui e ali, sobre a grama verde.
Então tive uma ideia: faria uma lanterna.
Entrei correndo, pedi um vidro à minha avó e disse que ia fazer uma lanterna.
Como sempre, ela logo encontrou um vidro e me entregou.
Saí correndo para caçar vaga-lumes.
Mas, assim que os colocava no vidro, eles apagavam a luzinha.
Cobri a boca do vidro com uma telinha e esperei, inutilmente, que voltassem a acender.
Não acenderam.
Presos, sem poder voar, pareciam apenas bichinhos comuns, tristes e sem brilho.
Livres, voavam alegremente, acendendo e apagando suas pequenas luzes, iluminando a noite.
E eram tantos que parecia que as estrelas do céu haviam descido para brincar conosco.
Foi naquela noite que aprendi o verdadeiro valor da liberdade.
Lu Ar
Enviado por Lu Ar em 21/07/2026
Alterado em 21/07/2026


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