

Quem nunca?Ontem aconteceu quase uma tragédia. Vinha eu, no ônibus das 18h da praia Cassino, empresa Embaixador, bem faceirinha quando ao passar pelo Trevo senti uma vontade imperiosa de fazer xixi. Daquelas de sair correndo para o banheiro. Bem, fiquei segurando, mas ao mesmo tempo pensando que nao daria tempo para chegar em casa porque ainda faltava 1h de viagem. Quando passamos na Quinta, o motorista parou para um pessoal descer e outros subirem. Pensei em descer, mas fazer xixi onde? Resolvi ficar. Já estava quase gemendo. De repente, parou. Aliviada, pensei: "vai dar tempo" Porém quando chegamos no Povo Novo o motorista parou em dois pontos para descerem e o xixi resolveu sair. Novamente segurando, quase sem respirar, rezando para chegar no meu ponto, pensei desesperada, "vou descer e deixar sair". Mas logo recusei a ideia porque minhas botinhas são de couro. Capaz de nunca mais sair o cheiro. Só me abaixando. Mas na beira da BR? Cheguei. "Cheguei Brasil"! Calmamente, como se nada estivesse acontecendo, entreguei a passagem ao motorista e desci. Parecia ter aliviado e pensei cheia de esperança "vai dar tempo". Porém quando atravessei a pontezinha que separava as duas BRs, voltou o xixi a fazer pressão. E um peidinho se apresentou. Aí foi demais. "Tu não"! Segurei e atravessei a BR. Fiz a volta no "Guard rail" e entrei desesperada numa fase onde nada mais importava. Mas ainda pensando que daria tempo. Quando então lembrei da porteira com o cadeado, da porta da casa trancada, do banheiro, do short com fecho atrás, concluí que nao daria tempo. Agachei ali mesmo, na beira ainda da BR e salvando as botas liberei minha bexiguinha tadinha, toda dolorida. O peidinho se aproveitou e saiu também! Foi um xixi interminável e os carros passando e eu elegante de blazer preto, shortinho preto, meias e botinhas fazendo xixi. Levantei aliviada e sem vergonha, segui. Tinha salvado as botinhas e o blazer, ao menos isto.
Lu Ar
Enviado por Lu Ar em 01/11/2025
Alterado em 30/07/2026 Comentários
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