

CRIANÇA ESPERTA Matheus tinha apenas três anos e muita manha. Afinal, era o primeiro filho da minha irmã caçula. Voltando do supermercado, minha irmã desceu do carro com as compras, mas Matheus cruzou os braços e decidiu que não sairia de jeito nenhum. Há um detalhe importante: Débora nunca usou a história do bicho-papão para assustar os filhos. Muito pelo contrário. Sempre dizia que bicho-papão não existia. Mas naquele dia estava cansada. E apelou. — Vais ficar aí sozinho? Pois vai aparecer o bicho-papão e te pegar! Matheus respondeu imediatamente: — Bicho-papão não "iziti"! Sem saber mais o que dizer, ela tentou outra estratégia: — Pois vai aparecer um assaltante e vai te roubar! Entrou em casa levando as compras. Segundos depois, Matheus apareceu correndo com suas perninhas curtas e perguntou, muito sério: — Bicho-papão não "iziti"... mas ladrão "iziti", né, mamãe? Naquele dia minha irmã descobriu que ensinar um filho a pensar tem suas consequências. Lu Ar
Enviado por Lu Ar em 21/09/2010
Alterado em 01/08/2026 Comentários
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